Biópsia de linfonodos detecta câncer? Saiba quando fazer

Atualizado em: 19 de agosto de 2025.
Temo de leitura: 3 min.

Ilustração do sistema linfático humano na região do pescoço e tórax, mostrando vasos e linfonodos destacados em verde.

A biópsia de linfonodos é um exame fundamental para investigar a presença de câncer ou outras doenças que afetam os gânglios linfáticos. Ela pode confirmar linfomas, metástases e infecções, sendo decisiva para o diagnóstico e o tratamento adequado. Entenda mais sobre esse assunto!

A biópsia de linfonodos é um exame essencial para avaliar alterações nos gânglios linfáticos, estruturas que fazem parte do sistema imunológico.

Quando esses linfonodos aumentam de tamanho ou apresentam alterações persistentes, a biópsia pode esclarecer a causa.

Esse exame é comumente utilizado na investigação de linfomas, metástases de tumores de outros órgãos e doenças infecciosas, como tuberculose e toxoplasmose.

Neste artigo, abordaremos quando a biópsia de linfonodos é indicada, quais os tipos de biópsia mais utilizados e o que pode ser detectado com esse exame. Leia até o final e saiba mais!

Quando a biópsia de linfonodos é indicada

A biópsia de linfonodos é indicada sempre que há suspeita de alteração patológica nos gânglios linfáticos, especialmente quando o aumento de tamanho não desaparece com o tempo ou vem acompanhado de outros sintomas.

As principais situações que justificam a realização do exame incluem:

  • Linfonodos aumentados por mais de 4 semanas sem causa aparente
  • Presença de febre, suores noturnos e perda de peso inexplicável
  • Dor persistente ou endurecimento do linfonodo
  • Resultados inconclusivos em exames de imagem ou punção
  • Suspeita de linfoma ou câncer metastático
  • Linfonodos com aparência suspeita em exames como ultrassom, tomografia ou PET-CT

A decisão de fazer a biópsia leva em consideração o histórico do paciente, exames laboratoriais e achados clínicos. O objetivo é confirmar ou descartar doenças graves, como neoplasias, e direcionar o tratamento.

A identificação precoce de um câncer, por exemplo, pode fazer diferença significativa no prognóstico. Por isso, a biópsia é uma etapa decisiva no processo diagnóstico de alterações linfonodais.

Tipos de biópsia de linfonodos mais comuns

Existem diferentes formas de realizar a biópsia de linfonodos, e a escolha do método depende da localização do linfonodo, do quadro clínico e da suspeita diagnóstica.

Os tipos mais comuns são:

  • Punção aspirativa por agulha fina (PAAF)
  • Biópsia por agulha grossa (core biopsy)
  • Biópsia excisional (remoção completa do linfonodo)
  • Biópsia incisional (remoção de parte do linfonodo)

A PAAF é menos invasiva e usada para triagem inicial, mas pode não fornecer material suficiente para diagnóstico completo. 

Já a biópsia por agulha grossa permite avaliar melhor a estrutura do tecido. As biópsias excisional e incisional são mais indicadas quando há suspeita de linfoma ou quando os outros métodos não trazem um diagnóstico conclusivo.

O procedimento pode ser guiado por ultrassonografia ou tomografia para garantir maior precisão. A análise laboratorial do tecido coletado é feita por um patologista, que avaliará a presença de células malignas, infecções ou outras alterações.

O que a biópsia pode detectar

A biópsia de linfonodos é uma ferramenta valiosa para o diagnóstico de diversas doenças, desde infecções até câncer. Os resultados ajudam a definir o tipo de tratamento e o prognóstico da condição identificada.

Entre as possíveis doenças detectadas, estão:

  • Linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin
  • Metástases de câncer de mama, pulmão, cabeça e pescoço
  • Tuberculose ganglionar
  • Toxoplasmose e mononucleose
  • Sarcoidose
  • Doença por arranhadura do gato

A biópsia também pode mostrar reações inflamatórias inespecíficas, indicando infecções virais simples. 

Em casos de linfoma, o exame permite a classificação do subtipo e o estágio da doença, informações cruciais para o tratamento oncológico.

A precisão e o valor diagnóstico da biópsia de linfonodos tornam esse exame indispensável em diversos cenários clínicos.

Autor

Dr. Marcelo Schalch

CRM 164050-SP

RQE Nº 105906

  • Médico formado pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC).
  • Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço pelo Instituto do Câncer Doutor Arnaldo