Nódulos na parótida

Nódulos na parótida podem ser benignos ou malignos e requerem avaliação cuidadosa. Aparecem como inchaços faciais, podendo causar dor e alterações funcionais. O diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento, que pode incluir cirurgia e acompanhamento clínico. Entenda mais sobre esse assunto!

Introdução

Os nódulos na parótida são formações anormais que ocorrem na maior glândula salivar do corpo humano, localizada nas laterais do rosto, logo à frente das orelhas. 

Esses nódulos podem ser benignos ou malignos, e sua identificação precoce é fundamental para um bom prognóstico. 

Na maioria das vezes, os nódulos parotídeos são indolores e de crescimento lento, mas podem causar desconforto, inchaço ou alterações na função da glândula. 

Estima-se que aproximadamente 80% dos tumores da glândula parótida sejam benignos. Dentre esses, o adenoma pleomórfico é o tumor benigno mais frequente, representando cerca de 60% das neoplasias benignas da parótida.

Neste artigo, abordaremos o que é, quais causas, quais os sintomas e como é realizado o diagnóstico e o tratamento desta patologia. Leia até o final e saiba mais!

Quais as causas dos nódulos na parótida?

Os nódulos na parótida podem surgir por diferentes causas, que variam desde processos inflamatórios até tumores benignos e malignos. As principais causas incluem:

  • Adenoma pleomórfico: tumor benigno mais comum da glândula parótida
  • Tumores malignos: como carcinoma mucoepidermoide e adenocarcinoma
  • Infecções virais ou bacterianas: como caxumba e sialadenite
  • Cistos: formados pelo acúmulo de secreções salivares
  • Doenças autoimunes: como a síndrome de Sjögren, que pode causar inflamação crônica da parótida

Além disso, fatores como tabagismo, exposição à radiação e histórico familiar de tumores de glândulas salivares também aumentam o risco de desenvolvimento de nódulos na parótida. 

A identificação da causa exata é essencial para a definição do tratamento mais adequado e do prognóstico do paciente.

Quais os sintomas dos nódulos na parótida?

Os sintomas dos nódulos na parótida variam conforme o tipo, tamanho e localização do nódulo. Em muitos casos, especialmente quando benignos, os nódulos são assintomáticos e identificados apenas durante exames de rotina ou avaliação estética. 

Entretanto, alguns sinais podem indicar alterações mais relevantes:

  • Inchaço na região da bochecha ou mandíbula
  • Dor local ou sensibilidade ao toque
  • Sensação de nódulo palpável sob a pele
  • Dificuldade para mastigar ou engolir
  • Alterações na movimentação facial, como fraqueza muscular, em casos mais avançados
  • Secreção anormal pela boca

Em tumores malignos, os sintomas tendem a ser mais agressivos, com dor intensa, rápido crescimento do nódulo e comprometimento dos nervos faciais. A presença de qualquer um desses sinais deve ser avaliada por um especialista.

Como é feito o diagnóstico dos nódulos na parótida?

O diagnóstico dos nódulos na parótida é realizado a partir de uma avaliação clínica cuidadosa, complementada por exames de imagem e análises laboratoriais. O processo diagnóstico geralmente segue os seguintes passos:

  • Exame físico detalhado, com palpação da região parotídea
  • Ultrassonografia: identifica características internas do nódulo
  • Ressonância magnética ou tomografia computadorizada: ajudam a avaliar a extensão e relação com estruturas vizinhas
  • Punção aspirativa por agulha fina (PAAF): fornece material para análise citológica e diferenciação entre tumores benignos e malignos
  • Biópsia: pode ser indicada quando a punção não é conclusiva.

Esses exames fornecem informações essenciais para a escolha do melhor tratamento, ajudando a diferenciar entre processos inflamatórios, cistos, tumores benignos e neoplasias malignas.

Como é feito o tratamento dos nódulos na parótida?

O tratamento dos nódulos na parótida depende da natureza do nódulo (benigno ou maligno), do tamanho, da localização e do impacto funcional. As principais abordagens incluem:

  • Cirurgia (parotidectomia): é o tratamento de escolha para a maioria dos nódulos, especialmente os tumores
    • Parotidectomia superficial: para nódulos localizados na porção externa
    • Parotidectomia total: indicada quando o tumor envolve estruturas profundas
  • Radioterapia: pode ser utilizada em casos de tumores malignos ou recidivantes
  • Tratamento clínico e antibióticos: para infecções agudas ou inflamações
  • Acompanhamento clínico: em casos de cistos pequenos e assintomáticos

A preservação do nervo facial é uma prioridade durante a cirurgia, pois lesões podem causar paralisia parcial ou total da face. O acompanhamento pós-tratamento é essencial para prevenir recidivas e monitorar possíveis complicações.

Assim, os nódulos na parótida são alterações que podem ter diferentes causas, desde infecções simples até tumores malignos. 

A avaliação precoce por um cirurgião de cabeça e pescoço é fundamental para um diagnóstico preciso e definição do melhor tratamento. 

Com abordagem adequada, muitos casos apresentam evolução favorável e com mínima repercussão funcional ou estética.

Autor

Dr. Marcelo Schalch

CRM 164050-SP

RQE Nº 105906

  • Médico formado pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC).
  • Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço pelo Instituto do Câncer Doutor Arnaldo