A cirurgia de glândula salivar trata tumores, infecções e obstruções como cálculos. É um procedimento seguro, mas delicado, por envolver estruturas sensíveis como nervos e vasos. O diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado são fundamentais para o sucesso do tratamento e boa recuperação. Entenda mais sobre esse assunto!
Introdução
A cirurgia de glândula salivar é indicada principalmente para o tratamento de tumores, cálculos salivares (sialolitíase) e infecções recorrentes que não respondem ao tratamento clínico.
As glândulas salivares, como a parótida, submandibular e sublingual, são essenciais na produção de saliva, mas podem ser acometidas por alterações que exigem remoção cirúrgica parcial ou total.
Neste artigo, abordaremos as indicações deste procedimento, como ele é realizado e quais os cuidados necessários no período pós-operatório. Leia até o final e saiba mais!
Quais as indicações desse procedimento
A cirurgia de glândula salivar é indicada em diferentes situações clínicas, sendo os tumores benignos e malignos as principais causas.
Essas alterações acometem frequentemente a glândula parótida e a submandibular. Os principais motivos para indicação do procedimento incluem:
- Tumores benignos (como adenoma pleomórfico)
- Tumores malignos (carcinoma mucoepidermoide, adenocarcinoma, entre outros)
- Cálculos salivares (sialolitíase) que causam obstrução e infecções recorrentes
- Abscessos ou inflamações crônicas resistentes ao tratamento clínico
- Cistos congênitos ou adquiridos que causam dor ou deformidade estética
Nos casos de neoplasias, mesmo que benignas, é fundamental realizar a remoção cirúrgica para evitar o crescimento excessivo e o risco de transformação maligna.
A presença de nódulos endurecidos, crescimento progressivo ou dor é um alerta para investigação mais detalhada com exames de imagem e, muitas vezes, punção aspirativa por agulha fina (PAAF).
Já nos casos de sialolitíase, a remoção dos cálculos pode ser feita por cirurgia convencional ou minimamente invasiva, dependendo da localização e tamanho das pedras.
O objetivo é restaurar o fluxo salivar e evitar episódios dolorosos de infecção. A avaliação por um especialista garante o diagnóstico preciso e a indicação adequada da cirurgia.
Como é realizado esse procedimento
A cirurgia das glândulas salivares varia conforme a glândula acometida e o tipo de alteração.
O procedimento é feito sob anestesia geral e requer técnica refinada, especialmente quando envolve a glândula parótida, devido à presença do nervo facial em seu interior.
As etapas gerais do procedimento incluem:
- Avaliação pré-operatória com exames de imagem (ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética) e, quando necessário, biópsia
- Planejamento cirúrgico detalhado, especialmente para evitar danos a estruturas adjacentes
- Realização de incisão em local estratégico, geralmente em áreas que favoreçam boa cicatrização e estética
- Dissecção cuidadosa da glândula e identificação de nervos e vasos sanguíneos importantes
- Retirada parcial ou total da glândula acometida
Para a glândula parótida, a técnica exige atenção especial à preservação do nervo facial. Na glândula submandibular, é necessário cuidado com o nervo hipoglosso e lingual. Já as cirurgias das glândulas sublinguais geralmente são realizadas por via intraoral.
O tempo de internação costuma ser curto, entre um e dois dias, e o procedimento apresenta bons resultados quando conduzido por cirurgião especializado. O uso de dreno pode ser necessário para evitar acúmulo de secreção no local operado.
Como é o período pós-operatório desse procedimento e quais os cuidados necessários
O período pós-operatório da cirurgia de glândula salivar geralmente é bem tolerado pelos pacientes, mas exige atenção para evitar complicações. A recuperação inicial leva de 7 a 14 dias, variando de acordo com o tipo de glândula operada e a extensão da cirurgia.
Cuidados essenciais no pós-operatório incluem:
- Repouso relativo nos primeiros dias, evitando atividades físicas intensas
- Uso correto de medicamentos, como analgésicos, anti-inflamatórios e, se indicado, antibióticos
- Higiene local adequada, principalmente nas cirurgias realizadas por via intraoral
- Evitar movimentações excessivas da face e da mandíbula, especialmente em cirurgias da parótida e submandibular
- Acompanhamento com o cirurgião para remoção de pontos e avaliação da cicatrização
Possíveis efeitos colaterais incluem:
- Inchaço e hematoma local
- Dormência temporária
- Pequena paralisia facial (geralmente transitória) em cirurgias da parótida
- Acúmulo de saliva (sialocele), que pode exigir drenagem
A cicatriz tende a ficar discreta, principalmente quando a incisão é bem posicionada. O retorno gradual à alimentação sólida depende do conforto do paciente. Em casos de tumor maligno, o pós-operatório pode incluir planejamento de radioterapia complementar.
O sucesso da cirurgia depende da técnica utilizada e da adesão do paciente aos cuidados recomendados.

