Tumores de pele em face e pescoço

Tumores de pele em face e pescoço são frequentes devido à exposição solar constante. Podem ser malignos, como o carcinoma basocelular e o melanoma. Diagnóstico precoce é essencial para preservar a saúde e a estética da região. Conhecer os sinais faz toda a diferença. Entenda mais sobre esse assunto!

Introdução

Os tumores de pele que acometem a face e o pescoço são formações anormais de células que se desenvolvem na camada mais externa da pele e, muitas vezes, em áreas expostas à radiação solar. 

Essas regiões são as mais afetadas por estarem constantemente expostas ao sol, principal fator de risco. 

Os tipos mais comuns incluem o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma. 

No Brasil, o câncer de pele é o tipo mais comum, representando cerca de 30% dos tumores malignos, com 185 mil novos casos anuais. Se a doença for descoberta no início, a taxa de cura é superior a 90%.

Neste artigo, abordaremos o que é, quais causas, quais os sintomas e como é realizado o diagnóstico e o tratamento desta patologia. Leia até o final e saiba mais!

Quais as causas de tumores de pele em face e pescoço?

A principal causa dos tumores de pele na face e no pescoço é a exposição excessiva e prolongada à radiação ultravioleta (UV) do sol. 

Essa exposição danifica o DNA das células da pele, favorecendo mutações que podem levar à formação de tumores. Além disso, outros fatores contribuem:

  • Uso de câmaras de bronzeamento artificial
  • Histórico familiar de câncer de pele
  • Tipo de pele clara, com tendência a queimaduras solares
  • Imunossupressão, como em pacientes transplantados
  • Envelhecimento natural da pele

Pessoas que trabalham ao ar livre ou têm histórico de queimaduras solares repetidas apresentam risco aumentado. 

A prevenção, com uso de protetor solar e proteção física (chapéus, roupas), é fundamental para reduzir a incidência desses tumores, especialmente em regiões expostas como a face e o pescoço.

Quais os sintomas de tumores de pele em face e pescoço?

Os tumores de pele podem apresentar diversos sinais, dependendo do tipo e da agressividade do câncer. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Manchas ou lesões que mudam de forma, tamanho ou cor
  • Feridas que não cicatrizam
  • Nódulos avermelhados ou perolados com crostas ou sangramento
  • Placas ásperas ou com escamas
  • Lesões pigmentadas irregulares, especialmente no caso do melanoma
  • “Pintas” de pele com coceira, dor ou mudança de cor

É essencial observar qualquer mudança na pele, especialmente em áreas frequentemente expostas ao sol, como rosto, orelhas, couro cabeludo e pescoço. 

Sintomas como coceira, dor local e sangramento devem ser investigados. A observação regular da pele e a procura por sinais suspeitos ajudam na detecção precoce e aumentam as chances de cura.

Como é feito o diagnóstico de tumores de pele em face e pescoço?

O diagnóstico dos tumores de pele é feito por meio da análise clínica da lesão e confirmado com exames complementares. As etapas comuns incluem:

  • Avaliação dermatológica completa, com exame físico detalhado
  • Dermatoscopia, que permite analisar estruturas da pele não visíveis a olho nu
  • Biópsia de pele, para análise histopatológica e identificação do tipo de tumor
  • Exames de imagem, como ultrassonografia e tomografia, em casos avançados ou suspeita de metástase

A biópsia é o exame definitivo para confirmar o diagnóstico. Em tumores da face e pescoço, a localização sensível exige atenção especial ao planejamento cirúrgico, a fim de preservar a função e a estética da região.

Como é feito o tratamento de tumores de pele em face e pescoço?

O tratamento dos tumores de pele varia conforme o tipo, estágio e localização da lesão. As abordagens mais utilizadas são:

  • Cirurgia excisional: remoção completa do tumor com margem de segurança
  • Cirurgia de Mohs: técnica que preserva o máximo de tecido saudável, ideal para áreas delicadas como face
  • Radioterapia, indicada em alguns casos não operáveis ou como complemento pós-cirúrgico
  • Terapias tópicas, como imiquimode ou 5-fluorouracil, em tumores superficiais
  • Imunoterapia ou terapias-alvo, em casos de melanoma avançado

O acompanhamento com um cirurgião de cabeça e pescoço e/ou um profissional dermatologista após o tratamento é essencial para detectar recidivas precoces e orientar medidas preventivas. 

A estética também é considerada no plano terapêutico, especialmente em tumores faciais, onde reconstruções são frequentemente necessárias para um bom resultado funcional e visual.

Assim, os tumores de pele em face e pescoço são condições que exigem atenção redobrada devido à alta exposição solar e ao impacto estético que podem causar. 

A prevenção por meio da proteção solar, a vigilância de alterações na pele e o diagnóstico precoce são fundamentais para garantir o tratamento eficaz e menos invasivo. 

Conhecer os sinais e buscar orientação médica são passos decisivos na luta contra essa patologia. Cuidar da pele é cuidar da saúde e da qualidade de vida.

Autor

Dr. Marcelo Schalch

CRM 164050-SP

RQE Nº 105906

  • Médico formado pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC).
  • Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço pelo Instituto do Câncer Doutor Arnaldo