A Doença de Plummer é um distúrbio da tireoide causado por nódulos que produzem hormônios em excesso, levando ao hipertireoidismo. Mais comum em idosos, pode apresentar sintomas como perda de peso, tremores e palpitações. Conhecer suas causas e tratamento é essencial. Entenda mais sobre esse assunto!
Introdução
A Doença de Plummer, também conhecida como adenoma tóxico ou bócio multinodular tóxico, é uma condição caracterizada pela presença de nódulos na tireoide que produzem hormônios tireoidianos de forma independente, sem regulação adequada.
Isso resulta em hipertireoidismo, ou seja, uma produção excessiva desses hormônios. Afeta principalmente adultos mais velhos e é considerada uma forma não autoimune de hipertireoidismo, ao contrário da Doença de Graves.
Essa condição é uma causa significativa de hipertireoidismo no Brasil, com incidência de adenoma tóxico entre 2,4% e 6,0%.
Neste artigo, abordaremos o que é, quais as causas, quais os sintomas e como é realizado o diagnóstico e o tratamento desta patologia. Leia até o final e saiba mais!
Quais as causas da Doença de Plummer?
A Doença de Plummer é causada por um ou mais nódulos hiperfuncionantes na glândula tireoide que produzem hormônios tireoidianos sem controle pelo hormônio TSH.
Essa atividade autônoma pode surgir com o tempo, especialmente em pacientes com bócio multinodular. Fatores que contribuem para seu desenvolvimento incluem:
- Idade avançada – mais comum em pessoas acima dos 50 anos
- Histórico de bócio simples ou multinodular – que evolui para formas tóxicas
- Deficiência prolongada de iodo – comum em regiões com baixa ingestão de iodo
- Mutação genética em receptores de TSH – que leva à ativação constante dos nódulos
Ao contrário da Doença de Graves, que é autoimune, a Doença de Plummer não envolve anticorpos contra a tireoide, o que a diferencia clinicamente e laboratorialmente. Por isso, o diagnóstico correto é essencial para escolher o melhor tratamento.
Quais os sintomas da Doença de Plummer?
Os sintomas da Doença de Plummer estão diretamente relacionados ao excesso de hormônios tireoidianos no organismo, caracterizando o hipertireoidismo. São eles:
- Perda de peso inexplicada, mesmo com apetite aumentado
- Tremores finos nas mãos e ansiedade constante
- Palpitações e taquicardia, podendo levar a arritmias
- Sudorese excessiva e intolerância ao calor
- Fraqueza muscular, principalmente nos braços e pernas
- Alterações no sono, como insônia
- Irritabilidade e nervosismo exacerbados
Diferente da Doença de Graves, a Doença de Plummer raramente apresenta exoftalmia (olhos saltados) ou manifestações cutâneas.
Como os nódulos são autônomos, os sintomas costumam surgir de forma mais insidiosa e progressiva, o que pode atrasar o diagnóstico em idosos.
Como é feito o diagnóstico da Doença de Plummer?
O diagnóstico da Doença de Plummer envolve avaliação clínica e exames laboratoriais e de imagem. Os principais passos incluem:
- Dosagem hormonal: TSH baixo e T3/T4 elevados, caracterizando hipertireoidismo
- Ultrassonografia da tireoide: identifica a presença de nódulos
- Cintilografia da tireoide com iodo radioativo ou tecnécio: mostra captação aumentada nos nódulos hiperfuncionantes, com supressão do restante da glândula
- Histórico clínico e exame físico: para identificar sinais de hipertireoidismo
O diferencial com outras causas de hipertireoidismo, como a Doença de Graves, é feito principalmente pela ausência de autoanticorpos e pela presença de nódulos ativos na cintilografia.
Como é feito o tratamento da Doença de Plummer?
O tratamento da Doença de Plummer visa controlar o hipertireoidismo e reduzir o risco de complicações cardiovasculares. As principais opções são:
- Medicações antitireoidianas (ex: metimazol): para controle inicial dos sintomas
- Iodoterapia (iodo radioativo): tratamento definitivo que destroi os nódulos hiperfuncionantes
- Cirurgia (tiroidectomia parcial ou total): indicada em casos de nódulos volumosos, suspeita de malignidade ou contraindicação à iodoterapia
- Betabloqueadores: usados para alívio dos sintomas como tremores e taquicardia
A escolha do tratamento depende da idade do paciente, da gravidade dos sintomas, do tamanho dos nódulos e da resposta às medicações. O seguimento com um médico é essencial para avaliar a função tireoidiana após o tratamento.
Assim, a Doença de Plummer é uma condição que requer atenção, especialmente em pacientes mais velhos, devido à sua evolução silenciosa e potencial impacto na saúde cardiovascular.
Com diagnóstico preciso e tratamento adequado, é possível controlar o hipertireoidismo e melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente.

