Como a doença de Graves afeta a tireoide?

Atualizado em: 8 de agosto de 2025.
Temo de leitura: 3 min.

Mulher toca o pescoço, com ilustração destacando a glândula tireoide em vermelho sobre a pele, representando problema ou inflamação.

A doença de Graves causa hiperatividade da tireoide, gerando sintomas diversos e impactos na saúde geral. Entender essa condição, seus efeitos e opções de tratamento é fundamental para um manejo adequado. Conheça como a doença afeta a tireoide, quais sintomas surgem e as alternativas terapêuticas. Entenda mais sobre esse assunto!

A doença de Graves é uma condição autoimune que afeta a tireoide, causando o aumento da produção de hormônios tireoidianos. É uma das causas mais comuns de hipertireoidismo, principalmente em adultos jovens e mulheres. 

Essa hiperatividade da tireoide pode levar a sintomas variados, desde perda de peso até alterações cardíacas. Embora a doença tenha causas imunológicas, seus efeitos físicos sobre a tireoide são diretos e importantes para o diagnóstico e tratamento. 

Neste artigo, abordaremos o que é a doença de Graves e como ela afeta a tireoide, os sintomas e consequências do hiperestímulo e os tratamentos disponíveis e seus impactos. Leia até o final e saiba mais!

O que é a doença de Graves e como ela afeta a tireoide

A doença de Graves é uma doença autoimune na qual o sistema imunológico produz anticorpos que estimulam excessivamente a tireoide, levando à produção excessiva de hormônios tireoidianos. 

Essa superprodução causa o chamado hipertireoidismo, que pode acelerar o metabolismo e afetar vários órgãos. 

A tireoide, que normalmente regula a quantidade de hormônios produzidos, perde o controle nessa condição, ficando hiperativa e, frequentemente, aumentada em tamanho (bócio).

Esse estímulo contínuo dos anticorpos provoca a hiperplasia das células foliculares da tireoide, que se multiplicam e aumentam a produção hormonal de forma descontrolada. 

Como resultado, a glândula torna-se maior e mais vascularizada. Essa alteração também pode provocar sintomas como nervosismo, palpitações, tremores e perda de peso. 

A doença de Graves é a principal causa de hipertireoidismo em jovens adultos e, se não tratada, pode levar a complicações graves, como a tempestade tireoidiana, uma situação de emergência médica.

Sintomas e consequências do hiperestímulo da tireoide na doença de Graves

O hiperestímulo da tireoide causado pela doença de Graves leva a diversos sintomas que podem afetar a qualidade de vida do paciente. Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Perda de peso inexplicada mesmo com apetite normal ou aumentado
  • Taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos) e palpitações
  • Tremores nas mãos e nervosismo
  • Sudorese excessiva e intolerância ao calor
  • Fadiga e fraqueza muscular
  • Alterações no sono, como insônia
  • Olhos saltados (exoftalmia), que é um sinal característico em muitos pacientes

Além disso, o hipertireoidismo pode causar complicações como arritmias cardíacas, osteoporose e problemas menstruais. 

A exoftalmia pode causar desconforto ocular, irritação e, em casos graves, perda da visão. A pressão constante sobre a tireoide pode ainda levar ao desenvolvimento de bócio, dificultando a deglutição e a respiração. 

Esses sintomas variam em intensidade e podem surgir de forma gradual ou rápida, exigindo avaliação médica cuidadosa para evitar agravamentos.

Tratamentos disponíveis e o impacto na função tireoidiana

O tratamento da doença de Graves visa controlar a produção excessiva de hormônios e minimizar os sintomas. As principais opções são:

  • Medicamentos antitireoidianos que inibem a produção hormonal, como metimazol e propiltiouracil
  • Terapia com iodo radioativo, que destroi parte da tireoide para reduzir a produção hormonal
  • Cirurgia para remoção parcial ou total da tireoide, indicada em casos específicos

Os medicamentos geralmente são a primeira linha de tratamento e podem controlar os sintomas em semanas ou meses. 

A terapia com iodo radioativo é eficaz, porém pode levar à redução permanente da função tireoidiana, causando hipotireoidismo, que precisa ser tratado com reposição hormonal. 

A cirurgia é reservada para pacientes que não respondem aos medicamentos, que possuem bócio volumoso ou que possuem ainda associado a presença de nódulos.

O impacto do tratamento na função tireoidiana varia conforme o método e a resposta individual. O acompanhamento médico é essencial para ajustar doses e monitorar possíveis efeitos colaterais, garantindo qualidade de vida ao paciente.

Autor

Dr. Marcelo Schalch

CRM 164050-SP

RQE Nº 105906

  • Médico formado pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC).
  • Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço pelo Instituto do Câncer Doutor Arnaldo