PAAF: entenda como é feito o exame da tireoide

Atualizado em: 12 de agosto de 2025.
Temo de leitura: 3 min.

Profissional realiza punção na região da tireoide de uma paciente usando seringa e ultrassom, com luvas amarelas.

A Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) é um exame simples, rápido e seguro, usado principalmente para avaliar nódulos na tireoide. O procedimento ajuda a identificar alterações benignas ou malignas, auxiliando no diagnóstico precoce de doenças. Entenda mais sobre esse assunto!

A PAAF, ou Punção Aspirativa por Agulha Fina, é um exame realizado para investigar nódulos ou alterações na tireoide. 

Esse procedimento minimamente invasivo permite a coleta de células da glândula, com o objetivo de identificar a presença de câncer, cistos ou alterações benignas.

Por ser rápido, geralmente indolor e realizado com anestesia local, a PAAF é uma ferramenta fundamental no diagnóstico de doenças da tireoide. 

O exame é indicado quando há suspeita clínica ou imagem sugestiva de alterações nos exames de ultrassonografia da região cervical.

Neste artigo, abordaremos como é feito o exame de PAAF, em quais situações ele é indicado e como são interpretados os seus resultados. Leia até o final e saiba mais!

Como é feito o exame de PAAF na tireoide

O exame de PAAF é um procedimento simples e ambulatorial, geralmente realizado em clínicas ou consultórios com auxílio da ultrassonografia

Ele tem como objetivo retirar material celular do nódulo para análise laboratorial, especialmente em casos suspeitos de malignidade.

A realização do exame segue as seguintes etapas:

  • Higienização e preparo da pele da região cervical
  • Aplicação de anestesia local, quando necessário
  • Introdução de agulha fina guiada por ultrassonografia
  • Aspiração das células do nódulo ou lesão
  • Deposição do material em lâminas para citologia

A coleta dura apenas alguns minutos e o paciente pode retomar suas atividades no mesmo dia, com recomendação apenas de evitar esforços físicos nas horas seguintes. Em casos de maior sensibilidade, pode haver leve dor ou hematoma local.

A ultrassonografia é essencial para guiar a agulha até o ponto correto e evitar estruturas importantes do pescoço, como vasos sanguíneos e nervos.

Quando a PAAF é indicada para avaliação da tireoide

A indicação da PAAF é baseada nos achados clínicos e, principalmente, nos dados da ultrassonografia. Nem todos os nódulos da tireoide precisam ser puncionados, já que muitos são benignos e não oferecem riscos à saúde.

A PAAF costuma ser indicada nas seguintes situações:

  • Nódulos maiores que 1 cm com características suspeitas ao ultrassom
  • Nódulos menores, mas com histórico familiar de câncer de tireoide
  • Presença de linfonodos cervicais alterados
  • Crescimento rápido ou mudanças de consistência do nódulo
  • Nódulos que causam sintomas compressivos ou dor
  • Resultados inconclusivos em exames anteriores

Além disso, pacientes com fatores de risco, como exposição à radiação ou história pessoal de câncer, podem ser encaminhados para o exame mesmo com nódulos pequenos.

Como interpretar os resultados da PAAF

Após a coleta do material, a análise citopatológica classifica os achados segundo o sistema Bethesda, que é utilizado internacionalmente para categorizar os resultados da PAAF da tireoide.

As principais categorias do sistema Bethesda são:

  • Categoria I: material não diagnóstico ou insatisfatório
  • Categoria II: benigno
  • Categoria III: atipia de significado indeterminado
  • Categoria IV: suspeita para neoplasia folicular
  • Categoria V: suspeita de malignidade
  • Categoria VI: maligno

Cada uma dessas classificações indica uma conduta clínica diferente. Resultados benignos geralmente não exigem cirurgia, apenas acompanhamento periódico com ultrassom. 

Já os resultados suspeitos ou malignos normalmente levam à indicação de cirurgia para retirada parcial ou total da tireoide.

Quando o laudo é inconclusivo, o médico pode optar por repetir a PAAF após algumas semanas ou realizar exames complementares. Em todos os casos, o exame deve ser interpretado em conjunto com os demais achados clínicos e laboratoriais por um médico.

A precisão da PAAF é alta, principalmente quando realizada por profissionais experientes e com uso de ultrassonografia.

Autor

Dr. Marcelo Schalch

CRM 164050-SP

RQE Nº 105906

  • Médico formado pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC).
  • Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço pelo Instituto do Câncer Doutor Arnaldo