O hipertireoidismo é uma condição que acelera o metabolismo e pode afetar gravemente a saúde se não for tratada. O tratamento pode ser feito com medicamentos, iodo radioativo ou cirurgia, dependendo da gravidade e da causa da doença. Entenda mais sobre esse assunto!
O hipertireoidismo é um distúrbio em que a glândula tireoide produz hormônios em excesso, acelerando o metabolismo e afetando diversas funções do corpo.
Os sintomas podem incluir perda de peso, ansiedade, sudorese excessiva, palpitações e intolerância ao calor.
Essa condição pode ser causada por doenças como a Doença de Graves, bócios multinodulares tóxicos ou nódulos autônomos.
O tratamento varia conforme o tipo, a gravidade do quadro e a resposta do paciente aos métodos iniciais.
Neste artigo, abordaremos as opções de tratamento medicamentoso, o uso do iodo radioativo e quando a cirurgia se torna necessária. Leia até o final e saiba mais!
Tratamento medicamentoso: quando e como usar
O tratamento medicamentoso é geralmente a primeira escolha para muitos casos de hipertireoidismo, especialmente em pacientes com quadros leves ou moderados e na fase inicial da doença. Os remédios usados ajudam a controlar a produção excessiva dos hormônios da tireoide.
Os principais medicamentos incluem:
- Metimazol
- Propiltiouracil (PTU)
- Betabloqueadores (para controle dos sintomas)
Essas medicações reduzem a função da tireoide e aliviam os sintomas associados à condição, como taquicardia, tremores e nervosismo.
O metimazol é o mais usado devido à sua ação prolongada e menor toxicidade hepática, exceto em gestantes, que geralmente recebem PTU no primeiro trimestre.
O tempo de tratamento pode variar entre 12 e 24 meses, com controle periódico de exames hormonais.
A remissão ocorre em cerca de 30% a 50% dos casos, mas muitos pacientes podem ter recidiva e necessitar de tratamentos adicionais no futuro.
A escolha pelo tratamento medicamentoso também depende da preferência do paciente, do acesso à medicação e da presença de outras condições clínicas que contraindiquem outras abordagens.
Iodo radioativo: como funciona e para quem é indicado
O tratamento com iodo radioativo é uma opção bastante eficaz e amplamente utilizada nos casos de hipertireoidismo, principalmente na Doença de Graves e nos bócios tóxicos multinodulares. O iodo é administrado por via oral e se acumula na tireoide, destruindo parte do tecido glandular hiperativo.
Esse método é indicado em pacientes que:
- Não responderam bem aos medicamentos
- Têm contraindicações para cirurgia
- Desejam uma solução definitiva
- Apresentam recorrência após tratamento medicamentoso
A maioria dos pacientes apresenta melhora dos sintomas em semanas ou poucos meses após o tratamento.
Um dos efeitos colaterais mais comuns é o hipotireoidismo, que pode surgir como consequência da destruição do tecido tireoidiano.
Nesses casos, é necessário iniciar tratamento com reposição hormonal (levotiroxina) de forma contínua.
O iodo radioativo não é recomendado em gestantes ou mulheres que estão amamentando, e também deve ser evitado em crianças.
Quando a cirurgia é necessária no tratamento
A cirurgia para tratar o hipertireoidismo, chamada tireoidectomia, é indicada em casos específicos, geralmente quando outras formas de tratamento não são eficazes ou quando há risco aumentado de complicações.
O procedimento consiste na retirada parcial ou total da glândula tireoide.
As principais indicações para a cirurgia são:
- Nódulos suspeitos ou com risco de malignidade
- Bócios volumosos que causam compressão no pescoço
- Recusa ou falha no tratamento medicamentoso ou com iodo
- Reações adversas graves aos medicamentos antitireoidianos
- Preferência do paciente por solução cirúrgica definitiva
A cirurgia pode ser total ou subtotal, dependendo da causa do hipertireoidismo e da anatomia do paciente. Após a tireoidectomia total, é necessário fazer reposição hormonal pelo resto da vida.
Embora eficaz, a cirurgia envolve riscos como sangramento, infecção, lesão das cordas vocais e alterações do cálcio no sangue devido à retirada ou lesão das paratireoides.
A decisão pela cirurgia deve ser bem discutida com o médico, considerando as vantagens e desvantagens, o quadro clínico e as preferências do paciente.

