Parotidectomia: quando a cirurgia é indicada?

Atualizado em: 2 de setembro de 2025.
Temo de leitura: 4 min.

Mulher com expressão de dor, tocando a lateral do rosto, região da mandíbula marcada em vermelho para indicar inflamação ou desconforto.

A parotidectomia é uma cirurgia realizada para tratar alterações na glândula parótida, como tumores ou inflamações crônicas. Neste artigo, explicamos quando essa cirurgia é indicada, os sinais que justificam a intervenção e como é o processo de recuperação do paciente. Entenda mais sobre esse assunto!

A parotidectomia é um procedimento cirúrgico realizado para remover parcial ou totalmente a glândula parótida, uma das maiores glândulas salivares do corpo humano, localizada na lateral do rosto. 

Essa cirurgia é geralmente indicada em casos de tumores benignos ou malignos, infecções recorrentes ou outras condições inflamatórias crônicas.

Embora seja uma intervenção comum, a parotidectomia requer avaliação criteriosa, pois envolve estruturas delicadas, como o nervo facial. 

Entre os sintomas mais frequentes que levam à investigação estão nódulos palpáveis, dores faciais e alterações na salivação.

Neste artigo, abordaremos quando a parotidectomia é indicada, principais sintomas que podem justificar a cirurgia e como é o processo de recuperação após o procedimento. Leia até o final e saiba mais!

Quando a parotidectomia é indicada

A indicação da parotidectomia está diretamente relacionada a alterações funcionais ou estruturais da glândula parótida. 

Essa glândula pode ser afetada por diferentes tipos de lesões, sendo a cirurgia uma opção segura e eficaz, principalmente em casos onde há risco de complicações mais graves.

A principal indicação são os tumores, que podem ser:

  • Tumores benignos, como adenoma pleomórfico e tumor de Warthin;
  • Tumores malignos, como carcinoma mucoepidermoide ou adenocarcinoma;
  • Crescimento progressivo ou risco de malignização.

Além disso, a cirurgia pode ser indicada nos seguintes casos:

  • Infecções crônicas que não respondem a tratamentos clínicos;
  • Sialolitíase (pedras nas glândulas salivares) com obstrução persistente;
  • Lesões traumáticas com comprometimento da estrutura glandular.

A decisão pela parotidectomia deve ser tomada após exames clínicos e de imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética, e eventualmente biópsias. 

A avaliação do cirurgião de cabeça e pescoço é indispensável para determinar se a intervenção é necessária e qual a melhor abordagem cirúrgica.

Sintomas que podem justificar a cirurgia

Identificar os sintomas associados às doenças da parótida é fundamental para um diagnóstico precoce e indicação cirúrgica apropriada. 

Alguns sinais podem parecer inofensivos, mas merecem atenção médica, especialmente quando persistentes ou progressivos.

Entre os sintomas mais comuns que podem levar à parotidectomia estão:

  • Presença de nódulo ou caroço na região próxima à mandíbula ou orelha;
  • Aumento de volume facial unilateral, sem dor ou com dor leve;
  • Dor localizada, especialmente ao mastigar ou falar;
  • Secreção purulenta pela boca em casos de infecção da glândula;
  • Paralisia facial ou fraqueza muscular do rosto.

Outros sinais podem incluir sensação de pressão na face, inflamações recorrentes e dificuldade para engolir. 

O surgimento repentino desses sintomas ou sua persistência por mais de algumas semanas justifica investigação médica imediata.

Em casos mais graves, pode haver sinais de malignidade, como crescimento rápido do nódulo, fixação à pele ou tecidos profundos e presença de linfonodos aumentados no pescoço. 

Nestes casos, a cirurgia é geralmente indicada com urgência, visando a remoção completa da lesão e análise histopatológica.

Como é a recuperação após a parotidectomia

O processo de recuperação após a parotidectomia varia conforme a extensão da cirurgia, o tipo de lesão tratada e as condições gerais do paciente. 

Embora seja considerada uma cirurgia segura, exige cuidados específicos no pós-operatório para garantir uma boa cicatrização e minimizar complicações.

Entre os principais cuidados e aspectos do pós-operatório estão:

  • Internação hospitalar de 1 a 2 dias, na maioria dos casos;
  • Curativo compressivo para evitar formação de seroma;
  • Prescrição de antibióticos e analgésicos;
  • Retorno gradual às atividades normais após cerca de 7 a 14 dias.

É comum o paciente apresentar inchaço facial e dormência temporária na área operada. Um dos riscos da cirurgia é a lesão do nervo facial, responsável pelos movimentos da face, o que pode causar paralisia parcial temporária ou, raramente, permanente.

Outras possíveis complicações incluem:

  • Formação de hematoma;
  • Infecção da ferida operatória;
  • Síndrome de Frey (sudorese facial ao mastigar).

A recuperação total pode levar algumas semanas, e o acompanhamento com o cirurgião é fundamental para avaliar a cicatrização, monitorar sinais de infecção e discutir os resultados do exame histopatológico, principalmente se houve retirada de tumor.

Perguntas Frequentes

1. O que é a parotidectomia?

É a cirurgia realizada para remover parcial ou totalmente a glândula parótida, localizada na lateral do rosto. Pode ser indicada para tratar tumores, infecções crônicas ou outras alterações da glândula.

2. Quando a parotidectomia é indicada?

Principalmente em casos de tumores benignos ou malignos, infecções que não respondem a tratamento clínico, pedras nas glândulas salivares (sialolitíase) e lesões traumáticas que comprometem a função da glândula.

3. Quais sintomas podem justificar a cirurgia?

Nódulo próximo à mandíbula ou orelha, aumento de volume facial unilateral, dor ao mastigar, secreção purulenta pela boca, fraqueza ou paralisia facial. Crescimento rápido ou presença de linfonodos no pescoço podem indicar malignidade.

4. Como é a recuperação após a parotidectomia?

A internação dura em média de 1 a 2 dias. O paciente pode ter inchaço facial, dormência temporária e deve seguir cuidados como curativo compressivo e uso de antibióticos. O retorno às atividades costuma ocorrer entre 7 a 14 dias.

5. Quais complicações podem ocorrer na parotidectomia?

As principais são lesão do nervo facial (causando paralisia temporária ou, raramente, permanente), hematoma, infecção e síndrome de Frey (suor no rosto ao mastigar). Por isso, o acompanhamento médico é fundamental.

Autor

Dr. Marcelo Schalch

CRM 164050-SP

RQE Nº 105906

  • Médico formado pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC).
  • Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço pelo Instituto do Câncer Doutor Arnaldo